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16 abril 2013

Segundo dia de formação: "Pacto pela alfabetização na idade certa"

Ilustrações: Otávio Silveira
Unidade 5 - Gêneros Textuais:
Os especialistas dizem que os gêneros são, na verdade, uma "condição didática para trabalhar com os comportamentos leitores e escritores". A sutileza - importantíssima - é que eles devem estar a serviço dos verdadeiros conteúdos os chamados "comportamentos leitores e escritores" (ler para estudar, encontrar uma informação específica, tomar notas, organizar entrevistas, elaborar resumos, sublinhar as informações mais relevantes, comparar dados entre textos e, claro, enfrentar o desafio de escrevê-los). "Cabe ao professor possibilitar que os alunos pratiquem esses comportamentos, utilizando textos de diferentes gêneros", afirma Beatriz Gouveia, coordenadora do Programa Além das Letras, do Instituto Avisa Lá, em São Paulo.
Dois currículos para trabalhar com gêneros na prática
Proposta de Nova Lima 
Proposta da Escola Projeto Vida
Ilustrações: Otávio Silveira
Arquivo utilizado:

Leitura deleite:


TREM DE FERRO – MANOEL BANDEIRA / TOM JOBIM 
Animação da poesia Trem de Ferro, de Manuel Bandeira, exibida no Castelo Rá-Tim-Bum da TV Cultura.
Professor, este vídeo mostra a poesia de Manuel Bandeira musicalizada por Tom Jobim.

Transmutação do gênero poético
A casa - Vinícius de Moraes
Em quais outros gêneros textuais é possível fazer a transmutação do poema “A casa” de Vinícius de Moraes?
Educação Especial
“[...] a deficiência não é algo que emerge com o nascimento de alguém ou com a enfermidade que alguém contrai, mas é produzida e mantida por um grupo social na medida em que interpreta e trata como desvantagens certas diferenças apresentadas por determinadas pessoas. Assim, as deficiências devem [...] ser encaradas também como decorrentes dos modos de funcionamento do próprio grupo social e não apenas como atributos inerentes às pessoas identificadas como deficientes.” 
Sadao Omote, 1994
Existe uma estória que foi construída em torno da dor da diferença: a criança que se sente não bem igual às outras, por alguma marca no seu corpo, na maneira de ser...
Esta, eu bem sei, é estória para ser contada também para os pais. Eles também sentem a dor dentro dos olhos. Alguns dos diálogos foram tirados da vida real. 
Ela lida com algo que dói muito: não é a diferença, em si mesma, mas o ar de espanto que a criança percebe nos olhos dos outros [...]
O medo dos olhos dos outros é sentimento universal. 
Todos gostaríamos de olhos mansos...
A diferença não é resolvida de forma triunfante, como na estória do Patinho Feio. 
O que muda não é a diferença. 
São os olhos...
RUBEM ALVES, 1987


Leitura deleite:

15 abril 2013

Pacto pela Alfabetização na Idade certa - Encontro de formação

Apresentação do Pacto, do grupo de trabalho e do material

É melhor tentar e falar do que se preocupar e ver a vida passar. É melhor tentar, ainda que em vão, do que sentar-se fazendo nada até o final. Eu prefiro na chuva caminhar a em dias tristes em casa me esconder. Prefiro ser feliz, embora louco, que em conformidade viver. Martin Luther King

Marília está sediando a primeira semana de formação de orientadores do “Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa”. Participam conosco as cidades de:
  1. Jandira 
  2. Mauá 
  3. Guaratinguetá 
  4. Dois Córregos 
  5. Lençóis Paulista 
  6. Caieiras 
  7. Cajamar 
  8. Taboão da Serra 
  9. Macatuba 
  10. Araçatuba 
  11. Jaú 
  12. Igaraçú do Tietê 
  13. Barra Bonita 
  14. Pederneiras 
  15. Itaju 
  16. Bariri 
  17. Boraceia 
  18. Itapuí 
  19. Vera Cruz 
  20. Iacanga 
  21. Uru 
  22. Reginópolis 
  23. Duartina 
  24. Arealva 
  25. Avaí 
  26. Paulistânia 
  27. Cabrália Paulista 
  28. Mineiros do Tietê 
  29. Bocaina 
  30. Oriente 
  31. Santa Isabel 
  32. Pirapora do Bom Jesus
PACTO - Aliança, acordo; trato; compromisso entre pessoas 
Música utilizada para reflexão
Tudo viver ao teu lado
Com o arco da promessa
No azul pintado pra durar 
[...] 
Abelha fazendo mel
Vale o tempo que não voou 
[...] 
Sim, todo amor é sagrado
E o fruto do trabalho
É mais que sagrado, meu amor 
A massa que faz o pão
Vale a luz do teu suor
Começo, Meio e Fim - Roupa Nova
Se apronta pra recomeçar (...)
"A escola precisa ser reencantada, precisa encontrar motivos para que o aluno vá para os bancos escolares com satisfação, alegria. Existem escolas esperançosas, com gente animada, mas existe um mal-estar geral na maioria delas. Não acredito que isso seja trágico. Essa insatisfação deve ser aproveitada para dar um salto. Se o mal-estar for trabalhado, ele permite avanços. Se for aceito como fatalidade, ele torna a escola um peso morto na história, que arrasta as pessoas e as impede de sonhar, pensar e criar" (Moacir Gadotti, em entrevista para a revista Nova Escola, edição de novembro/2000).
"Ler devia ser proibido"
Apresentação do Material:
Meta para o estado de São Paulo e Marília - 100% de alunos alfabetizados ao final do segundo ano
Fotos do Encontro:

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14 abril 2013

O geoplano

A palavra geoplano vem do inglês “geoboards” ou do francês “geoplans” onde “geo” vem de geometria e “plan” significa plano, tábua, tabuleiro ou superfície plana.
Um dos primeiros trabalhos sobre o geoplano foi do Dr.Caleb Gatteno em 1961. Ele foi reconhecido pelas inovações no ensino e na aprendizagem sobre a matemática. O geoplano chega como um recurso didático para o ensino da geometria plana elementar, entre outros. É uma forma de despertar a curiosidade e estimular as crianças a fazer perguntas, a criar hipóteses, a descobrir chegando a diversas conclusões.
A geometria é um conteúdo matemático que é explorado para a resolução de problemas e tem muitas aplicações na nossa realidade.
O raciocínio geométrico abrange um conjunto de habilidades importantes, como a resolução de problemas, que surge com diversas aplicações na realidade, e objetiva uma percepção mais apurada do mundo que cerca o indivíduo. Desse modo, este indivíduo observa para construir, ou constrói para observar, ou ainda representa e constrói.
Desde a Educação Pré-escolar a criança encara atividades de dobrar, recortar e girar. Estas mesmas atividades poderiam ser utilizadas, por exemplo, para introduzir a noção de simetria.
O geoplano é um recurso que pode auxiliar o trabalho nesta área da matemática, desenvolvendo atividades com figuras e formas geométricas (planas), características e propriedades delas (vértices, arestas, lados), ampliação e redução de figuras, simetria, área e perímetro.
Trata-se de mostrar novos caminhos e novos procedimentos ao educador que possam contribuir para o desenvolvimento do pensamento geométrico.
O geoplano é um meio, uma ajuda lúdica, que oferece um apoio na representação mental de figuras geométricas e uma etapa para o caminho da abstração. Não deve, no entanto ser esquecido que não chega apenas um recurso didático, é sempre necessário a complementação dos conteúdos por parte do educador, questionando, complementando, assegurando o processo da descoberta.
No Geoplano podem ser abordados vários conceitos de medida, de vértice, de aresta, de lado, de simetria, área, perímetro, ampliação e redução de figuras.
É composto por um tabuleiro quadrado, retangular ou mesmo circular que em cada vértice dos quadrados formados fixa-se um prego numa determinada distribuição, onde se prenderão os elásticos, usados para “desenhar” sobre o geoplano.
Podem ser confeccionados em madeira natural ou pintados. Pode ser construído em casa. É necessário ter cuidado com as marcações dos quadrados para que fiquem com as mesmas medidas. Podem-se criar geoplanos de vários tamanhos, de acordo com o nº de pinos em cada lado, por exemplo, 5×5, ou seja, cada lado do geoplano tem 5 pinos (pregos).
Nos tempos de hoje, com o auxílio da informática, foi criado um software do Geoplano. É mais uma forma de interação da máquina com o homem em benefício da construção de conceitos matemáticos.
O papel do educador nunca deve ser mais do que o de condutor ou guia. Ele serve para orientar o trabalho das crianças e guiar as observações para que eles tenham sucesso a encontrar possibilidades do caso, no deslocamento dos elásticos chegando às descobertas das relações através de ações, percepções e abstrações.
O professor deve estar sempre de mente aberta para conseguir introduzir quando necessário as possíveis variações que derivem do diálogo com as crianças.
As propostas devem ser sempre dinâmicas e pouco formais, para aumentar o interesse.
Muito importante é fornecer à criança tempo para observar, pensar e expressar o seu pensamento.
A linguagem deve ser sempre concisa e cuidadosa e correta. Sempre que ao longo da atividade surjam novos conceitos esses devem ser introduzi-los apreendidos com a nomenclatura correta.
Objetivos: 
  • Construção espontânea de noções geométricas;
  • Introdução de conceitos geométricos de forma lúdica;
  • Conhecimento das figuras geométricas;
  • A exploração do espaço permite representar as diferentes formas e figuras que progressivamente aprenderá a diferenciar e nomear;
  • Iniciar o desenvolvimento da percepção visual de formas geométricas planas;
  • Comparar, ampliar e reduzir formas e figuras;
  • Fazer uso de nomenclatura adequada às formas;
  • Desenvolvimento do raciocínio lógico;
  • Noção de espaço, através da manipulação dos materiais;
  • Conhecimento das cores (devido à utilização dos elásticos coloridos)
  • Perceber as noções de fronteira, domínio e conjunto;
  • Resolução de problemas com o intuito da reflexão sobre o como e o porquê da solução;
  • Desenvolvimento do sentido estético.
Característica principal:
Mobilidade e versatilidade (é possível a rodagem do geoplano sem alterar as figuras desenhadas com os elásticos)
Existe uma pergunta fundamental, que nunca pode ser esquecida e tem de ser sempre levada em linha de conta, não só aqui, mas em todas as atividades que sejam levadas para as crianças praticarem:
“Irá esta atividade lúdica ajudar o grupo de crianças a desenvolver em determinados conteúdos? Quais?”
Etapas do geoplano 
A exploração do geoplano tem várias etapas:
  1. Desenhar livremente no geoplano (manipulação dos elásticos à vontade, não se deve impor desenhos concretos, o que se quer é uma composição livre);
  2. Desenhar um objeto presente no local;
  3. Desenhar um objeto dito por outra pessoa;
  4. Desenhar a figura que o colega desenhou no papel quadriculado;
  5. Encher o geoplano com uma sequência dada, desenhando uma criação pessoal;
  6. Fazer transformações numa figura apresentada inicialmente;
  7. Fazer a sequência do colega;
  8. Explorar noções de: dentro, fora, em cima, em baixo… através da resolução de problemas;
  9. Explorar labirintos e caminhos: desenvolvendo o conceito de longo e curto, perto e longe;
  10. Jogos de estratégia: 4 em linha, jogo das adivinhas;
  11. Juntar 4 geoplanos e desenhar um conjunto de figuras representativas de algo conhecido: “um barco no mar”, “a casa e a flor”;

  • Depois de elaborar os desenhos questionar as ações de lateralidade (dentro, fora, cima, baixo, etc) através do posicionamento de um objecto no geoplano
Noções a explorar:
  • Dentro/fora
  • Por cima/ por baixo
  • Em cima/ em baixo
  • Baixo/ alto
  • Cor
  • Lateralidade
  • Fronteira
  • Conjunto
  • Número/quantidade 

Precisamos lembrar que, ao final do quinto ano:
"Essa habilidade é avaliada por meio de contextos em que é solicitado ao aluno identificar semelhanças e diferenças entre polígonos, usando critérios como número de lados, número de ângulos, eixos de simetria etc. Exploram-se, também, características de algumas figuras planas, tais como: rigidez triangular, paralelismo e perpendicularismo de lados e, ainda, composição e decomposição de figuras planas, identificação de que qualquer polígono pode ser composto a partir de figuras triangulares e ampliação e redução de figuras planas pelo uso de malhas".

13 abril 2013

DUAS CABRAS NUMA PONTE (conto russo)

Uma ponte estreita ligava duas montanhas. Em cada uma das montanhas vivia uma cabra. Dias havia em que a cabra da montanha ocidental atravessava a ponte para ir pastar na montanha oriental. Dias havia em que a cabra da montanha oriental atravessava a ponte para ir pastar na montanha ocidental. Mas, um dia, as cabras começaram a atravessar a ponte ao mesmo tempo.
Encontraram-se no meio da ponte. Nenhuma queria ceder passagem à outra.
— Sai da frente! — gritou a Cabra Ocidental. — Estou a atravessar a ponte.
— Sai tu da frente! — berrou a Cabra Oriental. — Quem está a atravessar sou eu!
Como nenhuma delas queria recuar e nenhuma delas podia avançar, ali ficaram, enfurecidas, durante algum tempo. Finalmente, entrelaçaram os chifres e começaram a empurrar. Eram tão semelhantes em força que apenas conseguiram empurrar-se uma à outra da ponte abaixo. Molhadas e furiosas, saíram do rio e subiram a encosta, a caminho de casa, cada uma murmurando para si: “Vejam só o que a teimosia dela provocou.
Margaret Read MacDonald
Peace Tales
Arkansas, August House Publishers, Inc., 200

12 abril 2013

Primeiro encontro da "Escola de Gestores" uma Parceria entre SME e UNESP

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Quem Embala a Escola?
Quem Embala a Escola é o nome de um texto escrito por Lourdes Marcelino Machado. É a partir deste texto que o programa discute a questão: quem é o principal responsável em embalar a escola, no sentido de fazê-la funcionar, como deve ser, com o objetivo de formar cidadãos críticos? O programa ouviu a autora do texto, Lourdes Marcelino Machado, da UNESP, Pedro Ganzeli, da Unicamp e Vitor Paro, da USP.
Arquivo utilizado:
Músicas utilizadas:
Cotidiano - Chico Buarque
Roda viva - Chico Buarque
Reflexão:
O que as músicas acima dizem a respeito da nossa escola?
Hoje a "roda viva" representa o que?
Quais são as duas atividades principais da gestão escolar?
Quais são as condições para que a qualidade da escola se efetive?
Quem determina os fins da educação?
"Para um líder, subir em um palco e ser aplaudido não é tão gratificante quanto estar na plateia, aplaudindo as pessoas que ele desenvolveu para estarem lá!
Alfredo Martini Júnior
As novas atribuições da escola e a administração
Segundo o educador português Antonio Nóvoa, a escola pública transborda de novas atribuições – sociais e educativas – que eram antes atribuídas a outras instituições como, por exemplo, a família. Como a gestão dessa nova escola lida com essa situação? A professora Lourdes Marcelino Machado, da UNESP, diz que a escola não pode perder de foco seu principal compromisso, que é o conhecimento. Por isso a importância do papel da equipe dirigente em manter a administração escolar focada neste fim.
Fotos do encontro:
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11 abril 2013

Ética e inclusão.

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A análise de grande parte das propostas de ação educacional visando à inclusão, revela, habitualmente, dimensões éticas conservadoras, baseadas na lei natural e/ou em leis escritas e promulgadas.
Essas políticas, no geral, expressam-se pela tolerância e pelo respeito ao outro, que são sentimentos que precisamos avaliar com cautela, para entender o que podem esconder em suas entranhas...
A tolerância, um sentimento aparentemente generoso, pode marcar uma certa superioridade de quem tolera. O respeito pode implicar um certo essencialismo, uma generalização, vinda da compreensão de que as diferenças são fixas, definitivamente estabelecidas, de tal modo que só nos resta respeitá-las.
As propostas político-educacionais entendem que as deficiências estão fixadas no indivíduo, como se fossem marcas indeléveis, a partir das quais só nos resta aceitá-las, passivamente. Essas pessoas estão fadadas à predição de que pouco ou nada evoluirão, além do que está previsto no quadro geral das especificações estáticas de seus níveis de comprometimento, categorias educacionais, quocientes de inteligência, predisposições para o trabalho e de outras tantas mais.

10 abril 2013