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13 março 2013

Uma história sobre o Autismo

Carly Fleischmann é uma jovem autista de 14 anos completamente não verbal que começou a digitar espontaneamente em seu computador quando não se sentia bem as palavras “dor” e “me ajude”. Ninguém a ensinou como usar o teclado e Carly sempre foi considerada uma autista com moderada deficiência mental.
Hoje em dia ela usa o computador para se comunicar com seus amigos e familiares. Ela também mantém um blog sobre sua vida e suas experiências e está começando a escrever um livro. Sua história é verdadeiramente inspiradora. Fonte
Acreditar no potencial do aluno, descobrir tudo de bom que ele pode e consegue fazer, foi o que este vídeo me trouxe como reflexão.
Ele conta a história de uma menina autista, que não falava, mas era muito amada e estimulada pelos pais e surpreendeu a todos quando demonstrou conseguir expressar seus desejos através de um computador! Começou a escrever e a se comunicar com os pais... mostrou a todos que era capaz!
Então, professor...assista este vídeo e não deixe de acreditar no potencial do seu aluno...lembre-se: "Ele é capaz!" Fonte
Carly Fleishmann
Uma história sobre o Autismo
Cabe destacar o empenho dos pais da menina em tentar alguma forma de comunicação, e como disse seu pai: "Quem desiste de um filho?
Durante anos, os pais falavam de tudo em volta da menina, sem se dar conta de que ela os ouvia, mas não conseguia se expressar por conta do autismo. 
Uma lição de vida para pais e professores não desistirem de seus filhos e alunos, por maior que seja o desafio, sempre há um caminho de comunicação, interação, usando ou não as tecnologias da informação e da comunicação (TIC). 
Um vídeo que todo educador precisa assistir para refletir com a comunidade escolar sobre as práticas educacionais, que devem iniciar na família e estenderem-se posteriormente à escola e à sociedade. 
Afinal, será que entendemos o que se passa com nossos filhos e/ou alunos? Conhecemos seus pequenos universos, se às vezes nos surpreendemos com nossas próprias atitudes? Dar vez e voz ao outro, usando ou não as TIC, sempre será desafiador, mas os resultados poderão ser surpreendentes, tenha ele uma deficiência ou não. 
Destaco a fala de Carly:
"Ninguém sabe o que é ser eu. O que é não poder sentar quieta porque parece que minhas pernas estão pegando fogo. É como se centenas de formigas estivessem escalando meus braços." 
Destaco também observação da colega e amiga Elis: 
"O desafio que se coloca diante de nós, educadores é adentrar este universo ainda desconhecido e obscurecido da pessoa com autismo. Calçar seus sapatos e caminhar com eles." Fonte

11 março 2013

Encontro dos professores de quinto ano: reflexão sobre o ensino da leitura e a formação do leitor

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O desafio de garantir um lugar para a leitura literária na escola precisa ser enfrentado com políticas públicas. Já há um entendimento de que a sociedade atual concebe a biblioteca escolar como espaço “para o desenvolvimento da leitura e da pesquisa [...] professores, alunos e bibliotecário poderão juntos buscar o conhecimento e discutir passo a passo os obstáculos para se chegar a ele” (MAROTO, 2009, p. 75).
Não é verdade que para uma escola funcionar basta professor, aluno e sala de aula. A contemporaneidade pede que igual atenção seja dispensada à biblioteca escolar, aos laboratórios de ciências, de inclusão digital, oficinas de artes, equipamentos para a prática do esporte, entre outros, todos montados com os recursos – físicos, humanos e materiais – necessários para se completarem com as atividades de sala de aula, tendo em vista a educação integral das crianças e adolescentes.
(...) o compromisso com a promoção da leitura se materializa pela via da formação de educadores mediadores de leitura, tendo em vista o potencial multiplicador desses profissionais junto às suas escolas e à formação do (a) leitor (a). As atividades de formação partem do princípio que todo ser humano é um pouco aprendente e um pouco ensinante, portanto, nas relações pedagógicas implementadas, são considerados os estudos de teóricos interacionistas, como o psicólogo russo Lev Vygotsky (1896-1934), o educador francês Célestin Freinet (1896-1966) e o brasileiro Paulo Freire (1921-1997), que defendem o conhecimento como resultado de uma ação mediada por sujeitos mais experientes, que dialogam e interagem com aqueles (as) que ainda aprendem sobre um determinado objeto.
O trabalho de formação dos (as) educadores (as) mediadores (as) de leitura tem exigido, em todas as circunstâncias, que os formadores assumam o compromisso de provocar para que esses (as) educadores (as) sintam-se parte do processo, partilhando os seus saberes, as suas culturas e as experiências pedagógicas vivenciadas nas escolas, num contexto de respaldo para a verticalização de conhecimentos e ampliação do universo cultural, considerando valores da escola democrática e cidadã, como: a autonomia, autoria de pensamento, cooperação, participação, corresponsabilização, construção, investigação (SANTA ROSA, 2008). 
INSTITUTO DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO (IDE)
 Coordenação: Cláudia Santa Rosa
Textos utilizados:



Fotos do encontro:

10 março 2013

Conhecemos bem nossas crianças?

(...) E uma coisa que os estudos têm demonstrado (LEONTIEV, 1988) é que, durante o tempo em que trabalhamos com as crianças sem conhecê-las bem, realizamos uma série de equívocos: por exemplo, pensar que a apropriação dos conhecimentos resulta apenas da organização do ensino, por parte do professor ou da professora, e que se a criança não aprende é porque há algo de errado com ela. Hoje começamos a descobrir as especificidades do aprender na infância (e não só na infância). Em relação a isso, descobrimos que a necessidade, o desejo de aprender, o motivo, enfim, que leva a criança a querer aprender é elemento essencial no processo de apropriação - sem necessidade ou desejo, não acontece apropriação efetiva. Deste ponto de vista, se quisermos que as crianças se apropriem efetivamente do conhecimento, precisamos criar nelas o desejo e a necessidade do objeto a ser conhecido. É o desejo ou necessidade que a criança tem pelo resultado da atividade que dá sentido ao seu fazer. Assim, sabemos hoje que a criança é seletiva em relação ao que aprende: aprende o que faz sentido para ela. Ou seja, não basta que a professora ou o professor queira ensinar, é essencial que a criança esteja envolvida nesse aprender.
Quando queremos que as crianças cresçam, pois, temos que garantir que se ampliem suas necessidades, desejos e interesses. E o papel essencial da escola, de um modo geral, e da escola da infância, em particular, é criar nas crianças novas necessidades, novos desejos, novos interesses de conhecimento. O papel da escola, de um modo geral, e da escola da infância, em particular, é proporcionar às crianças um mergulho no mundo da cultura... E dentro deste mundo da cultura está a escrita. De fato, em nossa sociedade, o mundo da cultura é, em sua maior parte, escrito.
Vivemos, em nossa sociedade, um bombardeio diário de textos escritos. No entanto, muitas escolas infantis e creches parecem sonegar a convivência das crianças com o mundo da escrita. De um modo geral, pouco escrevemos na escola infantil, e quando escrevemos, o fazemos longe das crianças. Da mesma forma, pouco lemos para as crianças pequenas e menos ainda para as pequenininhas.
Ao mesmo tempo, em muitas das nossas escolas infantis, as crianças passam uma parte significativa de seu tempo escrevendo. Entretanto, este tempo, de um modo geral, não pode ser considerado como um tempo de contato com a cultura escrita. Isto porquê, na escola, de tão preocupados com o ensinar a ler e a escrever, acabamos por criar uma metodologia para ensinar a ler e a escrever que é artificial, que não utiliza a escrita para a expressão, para a comunicação ou para o registro e nem utiliza a leitura para receber notícias ou obter informações sobre algo que não sabemos. De um modo geral, as salas onde ensinamos a ler e a escrever estão repletas de letras e até de palavras que tem a letra inicial destacada, mas não de textos que sejam a expressão do desejo de escrever das crianças e que criem o desejo de ler nas crianças. Tampouco são textos que expressem a cultura escrita.
Quando refletimos sobre a necessidade da convivência da criança com o mundo da cultura escrita na escola infantil, consideramos, também, a importância das crianças se apropriarem mais tarde, e efetivamente, da escrita. Do ponto de vista de Vygotsky (1995) e Lúria (1988) e de outros autores que têm se preocupado com a aquisição da escrita na perspectiva da formação de leitores e produtores de texto – como Freinet, Josette Jollibert e Frank Smith –, a convivência com o mundo da cultura escrita é fundamental para criar nas novas gerações a necessidade dessa cultura escrita. Esta necessidade é o ponto de partida do processo de efetivo aprendizado e desenvolvimento humano.
Quando Vygotsky falava da aquisição da escrita, dizia que deveríamos aprender a ler e a escrever da mesma forma como aprendemos a falar. As crianças aprendem a falar naturalmente, ou seja, sem ter que fazer para isso um esforço enorme. Aprendem a falar porque vivem numa sociedade que utiliza a fala e a partir da convivência com pessoas que falam e que se dirigem às crianças, estas criam para si a necessidade de falar. Este é o ponto de partida da aquisição da fala pelas crianças pequenas.
A escrita, para Vygotsky, ainda que mais complexa, deveria seguir o mesmo caminho. Ou seja, ao conviver numa sociedade que usa a escrita – em outdoors, fachadas, livros, jornais, revistas, gibis, embalagens, placas e telas, e quando os adultos ao redor da criança utilizam a escrita para se comunicar com pessoas distantes, para escrever lembretes, para expressar sentimentos e, mais especificamente na escola infantil, para registrar as situações vividas, para documentar a prática pedagógica, para se comunicar com os pais, para registrar combinados feitos com o grupo de crianças ou para registrar o desejo de expressão das crianças –, a criança cria para si a necessidade de escrever bilhetes, combinados, registrar vivências. Este é ponto de partida da aquisição da escrita. Da mesma forma, se na escola da infância, lemos histórias, buscamos informações necessárias em livros, dicionários e revistas, revemos coletivamente os combinados registrados nas paredes, lemos poemas, notícias de jornal, gibis ou cartas, criamos nas crianças o desejo e a necessidade de ler histórias, gibis, livros e poemas.
Assim, a aprendizagem da escrita e da leitura, da mesma forma que a aprendizagem da fala, segue a lei geral do desenvolvimento humano. Essa lei envolve a categoria de internalização que defende que antes de se tornar individual, uma capacidade é vivida coletiva ou socialmente. Ou seja, a criança cria para si a necessidade de escrita quando vivencia a escrita socialmente – coletivamente – utilizando a escrita de acordo com a função para a qual foi criada: registrando para lembrar mais tarde, escrevendo cartas para se comunicar com pessoas distantes, criando um livro de histórias, escrevendo seu nome num trabalho para identificá-lo.
Vale lembrar que a apropriação da escrita propicia um salto no desenvolvimento cultural e psíquico da criança, pois abre o acesso para o conhecimento elaborado do mundo, amplia as redes neurais – o que permite procedimentos de raciocínio cada vez mais complexos.
No entanto, não é porque a escrita amplie as possibilidades de desenvolvimento das crianças que devemos ensinar a escrita; não é porque a convivência com a cultura escrita crie na criança o desejo de ler e escrever que vamos proporcionar esta convivência. O mergulho da criança no mundo da escrita deve acontecer porque a criança é membro da nossa sociedade e nossa sociedade é uma sociedade de cultura escrita, e usufruir plenamente da cultura acumulada historicamente implica em participar da cultura escrita. (...) Suely Amaral Mello

09 março 2013

Frequência X aprendizagem

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É sabido que no Brasil ainda existem muitos passos a serem dados em direção a uma boa qualidade de ensino público escolar e do funcionamento dele. Comumente as crianças faltam às aulas e os professores também. Em algumas escolas do país é corriqueiro não haver um dia de aula durante a semana, como regra estipulada pela própria instituição de ensino e reflexo da necessidade de melhoria do sistema.
Pensando nisso, podemos simular alguns cálculos sobre o que essas situações, que parecem coisas pequenas, se somam e afetam a criança ao longo de seus anos de aprendizado sem que ninguém realmente se dê conta.

Cálculo 1 – faltas nas segundas e sextas-feiras
Falta das crianças:
* 2 dias por semana (ou 8 dias por mês - o que não é raro)
= 8 horas por semana (no caso do sistema de ensino que adota 4 horas diárias de aula)
= 32 horas por mês
–> 320 horas por ano a menos

A Lei de Diretrizes e Bases estipula 800 horas (no mínimo) de aula ano. Faltando 2 vezes por semana, a criança terá apenas 480 horas por ano. Ou seja: participará de apenas 60% das aulas.

Cálculo 2 – com atraso dos professores, a criança perde mais algumas horas / alguns dias de aula por ano…
Atraso dos professores:
* 15 minutos por dia = 1h15 por semana
= 5 horas por mês (equivale a uma falta de um dia)
= 50 horas por ano a menos
–> 12 ½ dias a menos de aula por ano

Se uma criança, em vez de ter 800 horas de aula por ano tem 480, porque não frequenta a escola nem segunda-feira nem na sexta-feira e se perde mais 50 horas por atraso do professor, participará de apenas 430 horas de aula por ano – participará de apenas 54% das aulas, quase a metade.

Em nove anos de escolaridade (percurso obrigatório), a criança terá 736 dias a menos de aula – ou seja: quase 37 meses a menos de aula.

Se o ano letivo tem 10 meses de aula, essa criança terá perdido mais de 3 anos e meio de aula.

Ou seja: nessas condições, no percurso da 1ª. à 8ª. série (leia-se primeiro ao nono ano), a criança poderá estar na 8ª série (nono ano) oficialmente, mas realmente estará na metade da 4ª. série (quinto ano).

Se a Secretaria de Educação no município oferece formação continuada, mas grande parte dos professores frequenta menos de 50% da formação, o que as crianças, com esses anos a menos de aula e com menos acesso a melhores condições de ensino, poderão aprender? Fonte
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Uma coisa é certa! Nossos alunos realmente faltam muito. A frequência de alguns alunos nas aulas é bastante insatisfatória. Não seria interessante realizar alguns cálculos como esses com os pais em reuniões, a fim de tentar conscientizá-los? Fica aí a dica!

08 março 2013

Carta aos adultos

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Queridos adultos,

Sabe, eu estava pensando… sim, criança pensa e muito!

Os adultos esquecem que as crianças desde sempre estão pensando e aprendendo. Podemos aprender coisas do bem e do mal, mas nunca ficamos sem pensar e aprender.

Logo quando a gente nasce, não sei se lembram, a sensação é de estar entrando numa aventura cheia de possibilidades, obstáculos, enigmas e curiosidades. Me lembro que muitas sensações me invadiram sem pedir licença e de repente passei a sentir uma porção de coisas: sensações térmicas, cheiros, luzes, cores, vozes, incômodos, satisfações físicas e uma infinidade de novidades. Ali, naqueles primeiros dias de vida, cada momento era tanta informação… Rapidamente, além de viver intensamente todas essas sensações, comecei a prestar atenção em movimentos. Meu próprio corpo me fazia cada vez aprender mais…

Alguns adultos entendem que estamos aprendendo sempre, outros, ao contrário, não pensam desta maneira. Hoje tenho 6 anos, já aprendi muito,coisas que sei bem e outras que ainda estou pesquisando. Às vezes os adultos pensam que se estamos com saúde, se não ficamos resfriados ou se estamos bem fortinhos, significa que estamos bem e esquecem que nossa cabecinha também precisa de saúde. Se eu penso bem, aprendo bem tudo, se os adultos me explicam algo bem difícil, eu aprendo um pouco sobre aquele assunto, continuo querendo saber mais… Se o adulto tem paciência de ir me ensinando, rapidinho eu já fico sabido. O que estou falando não é só de coisas de escola, falo de aprender a andar de bicicleta, sobre o lixo do planeta, conhecer livros de história, aprender sobre os alimentos que são bons para minha saúde, falar no celular, jogar no computador, entender as estrelas do céu e mais um montão de coisas. Eu já sei, por exemplo, que o Sol é uma estrela, o meu pai me explicou, só que eu não entendi muito bem porque o Sol é tão diferente de outras estrelas, mas tudo bem, porque um dia eu aprendo.

Eu sempre sonho ou tenho pesadelos com monstros. Mas outro dia tive um sonho até engraçado: todo mundo via meus pensamentos e ficaram muito admirados de como eu pensava, de como tinha ideias, enfim, de como eu era inteligente. E sabe qual foi a minha ideia que mais chamou atenção dos adultos? Se todo mundo acreditasse que as crianças podem aprender sempre, o mundo seria bem melhor, cuidariam para não nos ensinar tantas bobagens e se preocupariam em nos ensinar muitas sabedorias. Fonte

07 março 2013

O buraco no Muro

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Essa experiência foi comentada na reunião de professores coordenadores ocorrida em 05/03/13 na SME. Consideramos interessante disponibilizá-la para leitura e reflexão de todos.
Este vídeo, intitulado “O Buraco no Muro”, traz a experiência de inclusão digital, realizada pelo indiano Sugata Mitra, que consiste em disponibilizar um computador com acesso a Internet em lugares públicos e para o acesso livre e exclusivo de crianças. Mitra participou da Educaparty, a seção de educação na Campus Party 2012.
Uma experiência muito bem sucedida de inclusão digital na Índia, que vale a pena conhecer.

Para aqueles que ainda acreditam que nem todas as crianças são capazes de aprender. Que é preciso ter nascido em uma família “estruturada”, com bens materiais e culturais a sua disposição. Que de preferência tenha uma situação social no mínimo “razoável”, como condição sine qua non para adquirir conhecimento. Vale à pena assistir o documentário e ler o texto a seguir:
País com mais de um bilhão de habitantes, onde vive um de cada seis habitantes do planeta, possui metade de sua população completamente analfabeta. Só um quarto desta possui acesso a água limpa, e a grande maioria sofre de extrema pobreza.
A mesma Índia, porém, abriga também a sede de algumas empresas de alta tecnologia mais avançadas do mundo.
Transpor a fronteira digital é de extrema importância para o ser humano, diz o Dr. Mitra, e seu objetivo é criar possibilidades para que todos tenham acesso, o que o fez iniciar, em 1999, a experiência que ficou conhecida como “O buraco no muro”.
Durante seu trabalho, passando por uma favela em Nova Delhi, o repórter pode ver, na prática, a experiência do Dr. Mitra, que conectou um computador à internet de alta velocidade e o encaixou em um muro, que separava a empresa NIIT de uma favela adjacente, cercado de crianças.
Colocando esse computador à disposição dos moradores da favela, o Dr. Mitra começou a observar o início de seu uso pelas crianças que, curiosas, foram atraídas ao computador e perguntavam se podiam tocá-lo. A resposta dele foi: “está do seu lado do muro”, o que, naquele país, significa que pode ser tocado, e então, elas começaram a tocá-lo, e em minutos, sem nenhuma orientação, descobriram como apontar e “clicar”. No final do dia já estavam navegando no mundo da internet.
Com essa pequena oportunidade de acesso as crianças que o tocavam aprendiam, sozinhas, os passos rudimentares da linguagem computacional e aqueles que, mesmo sem tocar, tiveram a oportunidade de olhar, também aprendiam.
Um garoto se sobressaiu, usando joguinhos, e já tentava também usar ferramentas diferentes, como a de desenho, ou entrar na internet, visitando o site da Disney. Dias depois esse garoto já contava haver entrado em um site de notícias e lido sobre o Talibã, Bin-Laden, e sobre a existência de uma guerra entre a América e o Talibã.
Esse garoto, que não sabia sequer o que era um computador, havia saltado o que poderia ser descrito como dois ou três mil anos de história da humanidade, em apenas alguns minutos. Observações mais aprofundadas puderam notar também que a auto-confiança daquele menino se firmou muito após ele conhecer, e aprender, sozinho, a utilizar o computador.
Perguntado sobre o que, para ele, era a internet, a resposta foi: “aquilo com o que se pode fazer qualquer coisa”. A experiência foi então alastrada por diversos lugares da Índia, sempre nos bairros mais pobres e o resultado foi sempre semelhante, com as crianças aprendendo, sozinhas, a navegar na internet.
Com atitudes simples como esta, de um simples buraco no muro, podemos abrir, para os menos favorecidos, uma enorme porta para o conhecimento, para o mundo e para as oportunidades. Fonte

Encontros de orientação sobre deficiência visual

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O CAP - (Coordenadoria de Apoio Psicopedagógico) iniciou nesta semana, encontros de orientação aos professores e coordenadores de EMEIs e EMEFs, que possuem crianças com deficiência visual matriculadas em suas unidades escolares. 
Os encontros acontecerão toda primeira segunda-feira do mês e tem por objetivos subsidiar os profissionais da rede, propiciando a troca de experiências, orientações em relação a metodologia e recursos didáticos que atendam as reais necessidades dessas crianças, além do estudo e reflexões da prática pedagógica para a quebra de preconceito e reconstrução de valores, viabilizando assim a verdadeira inclusão dessas crianças.
Fotos do encontro:
Empatia significa a capacidade psicológica para sentir o que sentiria uma outra pessoa caso estivesse na mesma situação vivenciada por ela. Consiste em tentar compreender sentimentos e emoções, procurando experimentar de forma objetiva e racional o que sente outro indivíduo.
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A empatia leva as pessoas a ajudarem umas às outras. Está intimamente ligada ao altruísmo - amor e interesse pelo próximo - e à capacidade de ajudar. Quando um indivíduo consegue sentir a dor ou o sofrimento do outro ao se colocar no seu lugar, desperta a vontade de ajudar e de agir seguindo princípios morais.
A capacidade de se colocar no lugar do outro, que se desenvolve através da empatia, ajuda a compreender melhor o comportamento em determinadas circunstâncias e a forma como o outro toma as decisões.
Ser empático é ter afinidades e se identificar com outra pessoa. É saber ouvir os outros, compreender os seus problemas e emoções. Quando alguém diz “houve uma empatia imediata entre nós”, isso significa que houve um grande envolvimento, uma identificação imediata. O contato com a outra pessoa gerou prazer, alegria e satisfação. Houve compatibilidade. Nesse contexto, a empatia pode ser considerada o oposto de antipatia. Fonte