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07 fevereiro 2013

Líder que perde interesse em aprender perde também a autoridade

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A cada três sextas-feiras, a série ‘lições de mestre’ vai trazer a filosofia de grandes empreendedores. Leia mais

06 fevereiro 2013

Reunião Pedagógica com os diretores e coordenadores de EMEF e EMEFEI

Para refletir ...
celso vasconcellos planejamento
Celso dos Santos Vasconcellos fala sobre planejamento escolar
Por onde se deve começar um bom planejamento?
Celso Vasconcellos Depende muito da dinâmica dos grupos. Existem três dimensões básicas que precisam ser consideradas no planejamento: a realidade, a finalidade e o plano de ação. O plano de ação pode ser fruto da tensão entre a realidade e a finalidade ou o desejo da equipe. Não importa muito se você explicitou primeiro a realidade ou o desejo. Então, por exemplo, não há problema algum em começar um planejamento sonhando, desde que depois você tenha o momento da realidade, colocando os pés no chão. Em alguns casos, se você começa o ano fazendo uma avaliação do ano anterior, o grupo pode ficar desanimado - afinal, a realidade, infelizmente, de maneira geral, é muito complicada, cheia de contradições. Às vezes, começar resgatando os sonhos, as utopias, dependendo do grupo, pode ser mais proveitoso. O importante é que não se percam essas três dimensões e, portanto, em algum momento, a avaliação, que é o instrumento que aponta de fato qual é a realidade do trabalho, vai aparecer, começando o planejamento por ela ou não.
É possível realizar um processo de ensino e aprendizagem sem planejar? 
Celso Vasconcellos É impossível porque o planejamento é uma coisa inerente ao ser humano. Então, sempre temos algum plano, mesmo que não esteja sistematizado por escrito. Agora, quando falamos em processo de ensino e aprendizagem, estamos falando de algo muito sério, que precisa ser planejado, com qualidade e intencionalidade. Planejar é antecipar ações para atingir certos objetivos, que vêm de necessidades criadas por uma determinada realidade, e, sobretudo, agir de acordo com essas ideias antecipadas.
Ver entrevista na íntegra: clique aqui
Vídeos utilizados:





Arquivo utilizado:
Apresentação da Equipe do CAP - Coordenadoria de Apoio Psicopedagógico
A perspectiva da Política atual questiona a artificialidade das identidades normais e entende as diferenças como resultantes da multiplicidade, e não da diversidade, como comumente se proclama. Trata-se de uma educação que garante o direito à diferença e não à diversidade, pois assegurar o direito à diversidade é continuar na mesma, ou seja, é seguir reafirmando o idêntico.
[...] a diferença (vem) do múltiplo e não do diverso. Tal como ocorre na aritmética, o múltiplo é sempre um processo, uma operação, uma ação. A diversidade é estática, é um estado, é estéril. A multiplicidade é ativa, é fluxo, é produtiva. A multiplicidade é uma máquina de produzir diferenças – diferenças que são irredutíveis à identidade. A diversidade limita-se ao existente. A multiplicidade estende e multiplica, prolifera, dissemina. A diversidade é um dado – da natureza ou da cultura. A multiplicidade é um movimento. A diversidade reafirma o idêntico. A multiplicidade estimula a diferença que se recusa a se fundir com o idêntico (Silva, 2000, p.100-101).
Nas escolas inclusivas, os alunos não são identificados como  especiais, normais, comuns. Todos se igualam pelas suas diferenças! A inclusão escolar impõe uma escola em que todos os alunos estão inseridos sem quaisquer condições pelas quais possam ser limitados em seu direito de participar ativamente do processo escolar, segundo suas capacidades, e sem que nenhuma delas possa ser motivo para uma diferenciação que os excluirá das suas turmas.
Como garantir o direito à diferença nas escolas que ainda entendem que as diferenças estão apenas em alguns alunos, naqueles que são negativamente compreendidos e diagnosticados como “problemas”, “doentes”, “indesejáveis”, sendo que para a maioria desses alunos tais condições são consideradas “sem volta”? Eis um dos nossos grandes desafios!
 Maria Teresa Eglér Mantoan

05 fevereiro 2013

Reunião Pedagógica com os diretores e coordenadores de EMEI e EMEFEI

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Planejar é preciso
Tanto no sentido da necessidade quanto no da exatidão, a frase acima é cada vez mais necessária. Assim como em todas as áreas de atuação, também nas escolas torna-se imperativo planejar, definir metas, estabelecer critérios de avaliação e avançar - cada vez mais. O bom é que hoje pode-se atender a essa necessidade com muita exatidão.
Abertura: Palavras da Secretária da Educação
Apresentação da proposta de trabalho da CAP
Coordenadoria de apoio psicopedagógico
Os números do último Censo Escolar são o retrato claro de uma nova tendência: a Educação de alunos com deficiência se dá, agora, majoritariamente em classes regulares. Seis em cada dez alunos nessa condição estão matriculados em salas comuns - em 2001, esse índice era de apenas dois em cada dez estudantes. O aumento merece ser comemorado, mas que não esconde um grande desafio: como garantir que, além de frequentar as aulas, crianças e jovens aprendam de verdade? Fonte 
Foto: Marina Piedade
Esta é a preocupação da equipe do CAP e AEE (Atendimento Educacional Especializado) da Secretaria Municipal da Educação. 
Instituído pelo mesmo documento que em 2008 concebeu as diretrizes para a inclusão escolar, mas regulamentado apenas no fim do ano passado, o AEE ocorre no contraturno nas salas de recursos, ambientes adaptados para auxiliar indivíduos com uma ou mais deficiências.
Palavras do Diretor de Gestão Escolar e da Supervisora de EMEI
Arquivo utilizado na reunião:

04 fevereiro 2013

Primeira reunião da equipe de Informática Educativa da Secretaria Municipal da Educação

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O objetivo da informática educativa é utilizar o computador como recurso didático para as práticas pedagógicas nos diversos componentes curriculares, incentivando a descoberta tanto do aluno quanto do professor e preocupando-se com "quando", "por que" e "como" usar a informática para que a mesma contribua efetivamente para a construção do conhecimento.

Embora muitas escolas possuam essas tecnologias disponíveis, as mesmas não são utilizadas como deveriam, ficando muitas vezes trancadas em salas isoladas longe do manuseio de alunos e professores. Esta parceria entre educação e tecnologia é muito difícil de ser efetivada. No que se refere a tecnologia digitais, principalmente, os professores mais conservadores tem dificuldade de interação. Eles já admitem utilizar o computador e a internet para preparar suas aulas, mas não conseguem ainda utilizar os mesmos na sua atividades em sala de aula, como instrumento pedagógico.

Alguns professores ainda temem o uso da informática como recurso pedagógico na educação. Ou por medo do novo, ou por ver a informática como algo difícil para trabalhar. É comum encontrar alunos que conhecem mais o computador do que os seus próprios professores. Contudo, o computador não veio para dificultar a vida das pessoas, mas sim para ajudar e facilitar muitas atividades que seriam difíceis de serem realizadas sem a informática, como organização de notas dos alunos em planilha eletrônica, produção e correção de trabalho, educação à distância, interatividade no aprendizado, envio arquivos digitais instantâneo entre outros.

Oferecer recursos aos professores para facilitar a gestão da educação pode ter bons retornos no futuro. Sabe-se que o desenvolvimento da educação é um investimento ao longo prazo. É preciso investir na capacitação dos alunos, mas é importante encontrar meios que atraiam a vontade do aluno em querer aprender e frequentar a escola.

Para que se implemente uma política eficiente de ensino especializado em informática, não basta saber utilizar bem as ferramentas. É desejável que gestores e professores tenham um planejamento consistente e objetivos bem definidos a fim de se alcançar resultados adequados. Naturalmente, a formação em Informática educativa pode colaborar muito nesse sentido.

É importante que os agentes de ensino definam atividades em que os alunos utilizem o computador como recurso didático e pedagógico. As aulas devem ser planejadas antes que sejam aplicadas em ambiente computacional. (...)

Porém, mais importante do que as técnicas e o planejamento, é a postura do educador que mais influenciará o resultado do processo de ensino e aprendizagem. Sobre isso, vale a pena citar o professor José Manuel Moran, da ECA-USP:
"Faremos com as tecnologias mais avançadas o mesmo que fazemos conosco, com os outros, com a vida. Se somos pessoas abertas, as utilizaremos para comunicarmos mais, para interagir melhor. Se somos pessoas fechadas, desconfiadas, utilizaremos as tecnologias de forma defensiva, superficial. Se somos pessoas abertas, sensíveis, humanas, que valorizam mais a busca que o resultado pronto, o estímulo que a repreensão, o apoio que a crítica, capazes de estabelecer formas democráticas de pesquisa e comunicação. Então somos verdadeiros Educadores".
O fato de ter uma sala com computadores não significa necessariamente ter informatização do ensino, como não basta papel e caneta para se escrever um bom texto. Primeiramente é preciso que exista um planejamento, o qual indicará os passos a serem seguidos. A informatização do ensino, não pode ser vista como solução para todos os problemas e nem fazer alusão de que todas as dificuldades relacionadas ao ensino-aprendizagem estarão sanadas, mas não podemos medir esforços para utilizar tudo o que possa contribuir para sua melhoria.

Porém para que neste ambiente virtual gigantesco o objetivo central não se perca é preciso que o educador seja um mediador e oriente o educando. Assim como na vida real a virtual também apresenta opções e caminhos que nos levam à fins diversos e é aí que o educador deve intervir, de maneira a contribuir para o desenvolvimento de valores pessoais e sociais levando a construção de uma consciência critica. Tendo por finalidade a formação de cidadãos capazes de avaliar suas atitudes e escolhas, como também o mundo em que vivem.

A informática pode ser incorporada em todos as modalidades educacionais. Uma dessas modalidades é a Educação Infantil. (...) O computador pode ser utilizado como um recurso tecnológico que desenvolva o raciocínio infantil, visto que, é uma excelente forma, tanto de mostar imagens, como de demonstrar às crianças como os acontecimentos ocorrem. O computador também desperta um súbito interesse em relação a conteúdos além da matéria que lhe foi exposta em sala de aula. É um ótimo motivador para complementar as aulas.

As ideias do MEC também podem ser utilizadas como argumento favorável a implantação do computador na Educação Infantil, pois afirma que a escola deve relacionar os diversos materiais disponíveis, como pode ser visto no Parecer feito em 1998:
"Ao reconhecer as crianças como seres íntegros, que aprendem a ser e conviver consigo próprias, com os demais e o meio ambiente de maneira articulada e gradual, as Propostas Pedagógicas das Instituições de Educação Infantil devem buscar a interação entre as diversas áreas de conhecimento e aspectos da vida cidadã, como conteúdos básicos para a constituição de conhecimentos e valores. Desta maneira, os conhecimentos sobre espaço, tempo, comunicação, expressão, a natureza e as pessoas devem estar articulados com os cuidados e a educação para a saúde, a sexualidade, a vida familiar e social, o meio ambiente, a cultura, as linguagens, o trabalho, o lazer, a ciência e a tecnologia". Fonte
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Apresentação da pesquisa realizada pelo Instrutor de Informática - Delmar Wênder Cabral

03 fevereiro 2013

VOLTA ÀS AULAS: Como fazer a adaptação dos pequenos que irão para a creche

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Amanda Polato
Especial para o UOL Educação
"O momento de se separar das crianças e colocá-las na creche ou pré-escola causa medo e insegurança, que são sentimentos legítimos", explica Gisela Wajskop, especialista em educação infantil e diretora do curso de pedagogia do Instituto Singularidades.
Décadas atrás, as crianças entravam mais tarde na escola, aos cinco ou seis anos, e a separação entre a mãe e o bebê era feita de forma mais lenta. "Hoje em dia, a quebra é muito rápida. Os pais até se sentem culpados por não poder passar mais tempo com o bebê", conta Wajskop. 
O primeiro passo para a família ficar mais segura é escolher bem a escola. A diretora do Singularidades sugere que os pais não façam a opção só pela racionalidade: "Não adianta escolher uma escola bilíngue, mas com uma equipe na qual a mãe não confia". 
Além de se sentirem bem atendidos e acolhidos, os pais precisam concordar com a proposta pedagógica e as regras da escola. "A criança percebe se o pai critica a escola o tempo todo", avisa.
Depois de escolhida a escola, vem um período de adaptação, tanto para as crianças quanto para os pais. (...)
Aos poucos, a confiança dos pais e do bebê na escola vai aumentando. Para isso, os especialistas recomendam que a parceria seja incrementada com muita conversa. Pais precisam ouvir a escola e vice-versa. Fonte
Nossas escolas de educação infantil e ensino fundamental, estão se preparando com muito carinho, responsabilidade e atenção para que essa adaptação ocorra da forma mais tranquila possível.

Volta às aulas exige preparação

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Além da preocupação com o que fazer com os filhos durante as férias, os pais precisam preparar as crianças para a volta às aulas. Especialistas alertam que a retomada da rotina escolar não pode ser feita de um dia para o outro, principalmente quando se trata de alunos do ensino fundamental.

Um dos problemas, dizem, é a adaptação aos horários, como o de acordar e de comer. 'Se a criança vai de manhã para a escola, ela deve voltar a dormir mais cedo pelo menos uma semana antes. Assim, ela não sente tanto esse impacto', diz a psicopedagoga Raquel Caruso Whitaker.

Na última semana de férias, os pais devem começar a 'lembrar' os filhos de que eles precisam voltar a estudar. 'É preciso que a criança passe por uma preparação emocional. Os pais podem, por exemplo, ajudar os filhos a organizar o material escolar, perguntar a ele se está faltando alguma coisa', sugere Renata Simon.

Também é preciso 'frear' a criança que está muito agitada, fazendo atividades esportivas ou brincando o tempo todo. Para isso o ideal é fazer com que ela passe algumas horas lendo. O retorno à vida escolar é ainda mais difícil quando se cria o vício de deixar os filhos ficarem horas em frente à TV ou ao computador.

Nesse caso, a readaptação é ainda mais complicada. Muito tempo seguido diante da TV faz a criança perder a noção do tempo, o que pode dificultar sua readaptação à escola, principalmente nas primeiras semanas. Além disso, a criança que fica muito tempo assistindo TV adquire o hábito de comer muito, principalmente salgadinhos e doces, e na hora errada.

'É preciso retomar o horário das refeições com antecedência, para que ela não sinta tanto essa diferença', diz Raquel. A psicopedagoga Renata também acredita que a volta é mais difícil para as crianças que trocaram brincadeiras e viagens pelos equipamentos eletrônicos. 'Não adianta o pai deixar os filhos passarem as férias jogando videogame achando que, uma semana antes de voltar à escola, vão esquecer o brinquedo', diz.

Mesmo nas férias, elas aconselham os pais a continuar impondo limites aos filhos. 'Algumas regras devem ser mantidas. Uma menina de 12 anos não pode ficar a noite toda na Internet só porque está de férias', diz Raquel. Renata concorda. Os pais devem deixar claro que férias não têm nada a ver com falta de regras. Fonte

01 fevereiro 2013

Primeira Reunião com os diretores de escola e a Secretária Municipal da Educação

Vídeo de abertura do encontro: 

Para Freire a educação deve ter uma visão global do aluno, com sentimentos e emoções, tornando relevante o estudo das dimensões ética e estética. A prática e a teoria freiriana, fundamentam-se em uma ética inspirada na relação "homem-no-mundo", ou seja, estar no mundo, e na construção de seu "ser-no-mundo-com-os-outros", isto é, ser capaz de se relacionar com as pessoas e com a sociedade (FREIRE, 2001c).

A expressão desta ética se dá nas formas da estética, no resgate e na busca de todas as formas de expressão humana - sua beleza estética própria e o aprimoramento destas expressões. Assim, conforme nos apresenta Freire, a beleza não é privilégio de uma classe, mas uma construção compartilhada por todos, precisando ser conquistada a cada momento, a cada decisão, por meio de experiências, atitudes capazes de criar e recriar o mundo.

[...]
Freire aponta caminhos a serem percorridos ética e esteticamente na educação que perpassam desde a concepção da educação formal, ao compromisso, à coerência, ao respeito profissional e à mudança, na busca de sujeitos conscientes de seu papel numa sociedade democrática.

A educação, segundo o autor, visa à libertação, à transformação radical da realidade, para melhorá-la, para torná-la mais humana, para permitir que homens e mulheres sejam reconhecidos como sujeitos de sua história e não como objetos. Freire afirma que "Assumirmo-nos como sujeitos e objetos da História nos torna seres da decisão, da ruptura. Seres éticos" (2001:40). Corroborando com essa afirmação, Paulo Freire, realça a ideia de que:
"O que, sobretudo, me move a ser ético é saber que, sendo a educação, por sua própria natureza, diretiva e política, eu devo, sem jamais negar meu sonho ou minha utopia aos educandos, respeitá-los. Defender com seriedade, rigorosamente, mas também apaixonadamente, uma tese, uma posição, uma preferência, estimulando e respeitando, ao mesmo tempo, ao discurso contrário, é a melhor forma de ensinar, de um lado, o direito de termos o dever de "brigar" por nossas ideias, por nossos sonhos e não apenas de aprender a sintaxe do verbo haver, do outro, o respeito mútuo" (FREIRE, 2002, p. 78).
Uma educação que se mostra autoritária, não reconhecesse no aluno um ser capaz de transformar o mundo, não levam em conta a cultura do aluno e são menos eficazes para despertar o interesse do aluno. Como diz Paulo Freire, numa educação imposta:
"Ditamos ideias. Não trocamos ideias. Discursamos aulas. Não debatemos ou discutimos temas. Trabalhamos sobre o educando. Não trabalhamos com ele. Impomos-lhe uma ordem a que ele não adere, mas se acomoda. Não lhe propiciamos meios para o pensar autêntico, porque recebendo as fórmulas que lhe damos, simplesmente as guarda. Não as incorpora porque a incorporação é o resultado de busca de algo que exige, de quem o tenta, esforço de recriação e de procura. Exige reinvenção" (FREIRE, 2001, p. 104).
Analisando-se a questão a partir da citação acima, fica evidenciada a importância das ideias de Paulo Freire, para uma educação contra a dominação, que favoreça suporte para o confronto de ideias, valores que impregnam as discussões, sobre o ensino. Percebe-se, aqui, um caráter extremamente abrangente.

Para Paulo Freire, a formação ética acontece na educação, mais precisamente na sala de aula, quando a sociedade, a escola, professor e aluno lutam por uma educação transformadora, dialógica e conscientizadora. Na perspectiva de Freire, alunos e professores são engajados numa dimensão crítica e criativa no processo da construção do conhecimento, onde todos ensinam e todos aprendem um processo criador e recreador ligados às próprias experiências existenciais e origens culturais. Tanto professor quanto alunos percebem suas realidades criticamente e criam conhecimento dentro e por intermédio do diálogo. Por esse motivo, o aspecto relevante da pedagogia de Freire é sua perspectiva epistemológica no processo de criar conhecimento; sua relação com as experiências existenciais e culturais (FREIRE, 2002).

O diálogo, como diz o autor, é imprescindível nesta luta por uma educação verdadeira, é um compromisso com o outro, e implica o reconhecimento do outro, e é ele que permite ao educador e educando mostrar-se autenticamente mais transparente mais crítico, cada um defendendo seu ponto de vista, e apresentando outras possibilidades, outras opções, enquanto ensina e/ou enquanto aprende. Em outras palavras, o diálogo é uma relação horizontal. Segundo Freire nutre-se de amor, humildade, esperança, fé e confiança. O diálogo é, portanto, uma exigência existencial, que possibilita a comunicação e permite ultrapassar o conhecimento adquirido, vivido. Nesta relação dialógica, ensinar e aprender são possíveis quando "o pensamento crítico do educador ou educadora se entrega à curiosidade do educando". (...) Mas, para isso o diálogo não pode converter-se num bate-papo desobrigado que marche ao gosto do acaso entre professores ou professoras e educando (FREIRE, 2002, p. 118).

Para Freire o ato de ensinar, de aprender e de conhecer é um caminho árduo, difícil, mas muito prazeroso. A escola não deve restringir a educação à pura descrição de conceitos em torno do objeto ou do conteúdo memorizados mecanicamente pelos alunos. Sua preocupação é a formação global dos alunos em que conhecer e intervir se encontrem. É preciso trabalhar as diferenças culturais e sociais, reconhecê-las sem camuflar. Os educadores e educandos precisam descobrir e sentir a alegria de se buscar o conhecimento, a curiosidade de aprender a aprender, porque educar é formar, incluindo, necessariamente, a formação moral do educando. Como nos mostra Freire, as consequências deste enfoque para o ensino são enormes. Convém salientar que:
"Ensinar é assim a forma como toma o ato de conhecimento que o (a) professor(a) necessariamente faz na busca de saber o que ensina para provocar nos alunos seu ato de conhecimento também. Por isso, ensinar é um ato criador, um ato crítico e não mecânico. A curiosidade do (a) professor (a) e dos alunos, em ação, se encontra na base do ensinar-aprender" (FREIRE, 2002, p. 81).
[...] 

Numa entrevista realizada por Ira Shor, a respeito da relação entre educação e a arte, Freire argumenta:
"Eu penso que no momento em que você entra na sala de aula, no momento que você diz aos estudantes, Oi! Como vão vocês?,Você inicia uma relação estética. Nós fazemos arte e política quando ajudamos na formação dos estudantes, sabendo disso ou não. Conhecer o que de fato fazemos, nos ajudará a sermos melhores" (GADOTTI, 1996, p. 509).
Aponta que o processo da educação é, necessariamente, um processo artístico. O professor é um artista quando cria e recria o conhecimento, compartilhados com os alunos. Neste aspecto a educação é, por natureza, um exercício estético. Evidentemente isto indica um novo modelo de pensamento para um novo modelo de educação:
"Outro ponto que faz da educação um momento artístico é exatamente quando ela é, também, um ato de conhecimento. Conhecer, para mim, é algo de belo! Na medida em que conhecer é desvendar um objeto, o desvendamento dá "vida" ao objeto, chama-o para a "vida", e até mesmo lhe confere uma nova "vida". Isto é uma tarefa artística, porque nosso conhecimento tem qualidade de dar vida, criando e animando os objetos enquanto estudamos" (FREIRE, SHOR, 1986, p. 145).
Diante do exposto, o compromisso do professor, do profissional, consigo e com a sociedade, é imprescindível para que se possa ser capaz de atuar, refletir, criar e transformar a realidade. O que se observa é que o professor educa mais pelo que ele é, pelos seus princípios que norteiam sua conduta, pelo exemplo, do que pelo conteúdo que ensina.

Junto à competência e ao comprometimento profissional, há ainda que destacar a necessidade do educador viver intensamente sua prática educativa, que será oportunizada também, por meio da coerência de suas atitudes e de seus valores. Assim, fica evidente o papel eminentemente político do profissional da educação, como diz Freire, "a força do educador democrata está na sua coerência exemplar: é ela que sustenta sua autoridade. O educador que diz uma coisa e faz outra, eticamente irresponsável, não é só ineficaz: é prejudicial" (FREIRE, 2001b, p.73).

Paulo Freire ressalta que a falta de coerência em sua prática educativa demanda desrespeito às diferenças do educando, à sua identidade cultural e/ou à sua criatividade. Ao professor, compete o respeito aos padrões culturais de classe, aos valores, à linguagem, ao conhecimento e especialmente a "forma de estar sendo de seus alunos" (FREIRE, 2002).

É dentro deste cenário que a escola precisa atuar com novos desafios aos educadores. Paulo Freire destaca a necessidade de uma ética para a diversidade. Uma sociedade multicultural, deve educar o ser humano a ser capaz de ouvir, de prestar atenção ao diferente, de despertar sensações, sentimentos, de respeitá-lo.

Freire reafirma a necessidade do respeito à nossa sociedade, o respeito à coisa pública, o respeito aos professores e aos alunos. É neste sentido que o autor aponta, "o ético está muito ligado ao estético. Não podemos falar aos alunos da boniteza do processo de conhecer se sua sala de aula está invadida de água, se o vento frio entra decidido e malvado sala adentro e corta seus corpos pouco abrigados" (FREIRE, 2000, p.34).

O respeito é uma condição indispensável aos fundamentos de uma escola, de uma sociedade democrática. Só assim, pode-se falar em princípios, valores, e na mudança da ingenuidade a criticidade. Mas, para que aconteça essa passagem, é necessário "uma rigorosa formação ética ao lado sempre da estética. Decência e boniteza de mãos dadas". Complementando, então "a prática educativa tem de ser, em si, um testemunho rigoroso de decência e de pureza" (FREIRE, 1996, p.36).O professor, que é consciente de seu papel formador, respeita a natureza do ser humano, e trabalha os conteúdos levando em conta, e principalmente respeitando, a formação moral e estética do educando.

Por isso o ato de educar é sempre um ato ético. Simplesmente não há como fugir de decisões éticas, desde a escolha de conteúdos até o método a ser utilizado ou a forma de relacionamento com os alunos. É nesse sentido, que Paulo Freire adverte o pensamento do professor que vê a ética apenas como uma disciplina filosófica afastada da realidade. A título de exemplo, as palavras de Freire são esclarecedoras:

"Gostaria, por outro lado, de sublinhar a nós mesmos, professores e professoras, a nossa responsabilidade ética no exercício de nossa tarefa docente. Este pequeno livro se encontra cortado ou permeado em sua totalidade pelo sentido da necessária eticidade que conota expressivamente a natureza da prática educativa, enquanto prática formadora. Educadores e educandos não podemos, na verdade, escapar à rigorosidade ética. Mas, é preciso deixar claro que a ética de que falo não é a ética menor, restrita, do mercado, que se curva obediente aos interesses do lucro (...) falo da Ética universal dos seres humanos, que condena o cinismo, que condena a exploração da força de trabalho do ser humano" (FREIRE, 1996, p.16-17).

Freire critica severamente a ética em que se leva em conta apenas os próprios interesses, que levam ao individualismo, negando a ética universal, vinculada à humanização, preocupada com interesses e bens coletivos.

As suas ideias pedagógicas fundamentam-se no fato de que o ser humano é inconcluso, que busca o saber, o conhecimento e o seu aprimoramento. A ética e a estética pressupõem uma mudança para enriquecer conceitos já estabelecidos, mas também para introduzir os novos que respondem a uma nova relação estética com a realidade. Este pensamento de Freire mostra que a busca do novo não significa o abandono total do velho: o movimento em direção ao novo poderia ser feito, resgatando os aspectos positivos do velho e, para que isso seja fecundo, não bastaria só a ação de mudança. Esta ação seria acompanhada com o querer, com a intencionalidade, com a vontade do querer fazer.

Por isso mesmo é que mudar é difícil, porque não envolve apenas o sujeito que muda, como também o outro. Daí que toda mudança é um conflito, é uma luta, porque:
"quem muda subverte. Por isso mesmo choca e, invariavelmente, passa a ser alvo de críticas e até de punições. Não há facilidades para quem se lança a este desafio. Suportar as pressões externas-além-das-internas- faz parte do intento. Certamente este é o preço a ser pago pela ousadia de ser diferente. Por causa disto, muitos desistem. É que, de um modo geral, não estamos habituados a arcar com o ônus da desobediência". (ROSA, 1998, p.16).
A coerência de Paulo Freire mostra-se nas opções éticas e estéticas que acompanham sua práxis. Como diz literalmente, o grande educador e mestre Paulo Freire:
"É preciso ousar, no sentido pleno desta palavra, para falar em amor sem temer ser chamado de piegas, de meloso, de a-científico, senão de anticientífico. É preciso ousar para dizer cientificamente que estudamos, aprendemos, ensinamos, conhecemos com nosso corpo inteiro. Com sentimentos, com as emoções, com os desejos, com os medos, com as dúvidas, com a paixão e também com a razão crítica. Jamais com esta apenas. É preciso ousar para jamais dicotomizar o cognitivo do emocional" (FREIRE, 1993, p. 10).
O grande sonho de Paulo Freire era o de uma educação aberta, democrática, que estimulasse nos alunos o gosto da pergunta, a paixão do saber, da curiosidade, a alegria de criar e o prazer do risco, para possibilitar, então, a criação.