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06 março 2013

Como enfrentar os desafios da diversidade da vida social na família, na escola, no trabalho?

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Pais e professores contemporâneos perderam o monopólio da educação dos filhos. Como enfrentar os desafios da diversidade da vida social na família, na escola, no trabalho?
Com Diana Corso, Fabrício Carpinejar, Julio Groppa Aquino, Rosely Sayão, Mario Sergio Cortella, Mario Corso.

05 março 2013

Reunião com professores coordenadores de EMEF

Vídeos utilizados:
Como nascem os Paradigmas
Trailer do DVD - Novos Paradigmas da Educação - integrante da coleção Grandes Temas II - ATTA Mídia
Olhou para a ilustração abaixo e se lembrou na hora da sua equipe de trabalho? Não se preocupe: seguindo algumas dicas, suas reuniões podem ficar muito mais objetivas e proveitosas.
Como fazer uma [boa] reunião
  1. Estabeleça previamente os propósitos da reunião – Para que uma reunião seja produtiva, todos os participantes devem estar preparados e esclarecidos sobre o motivo da reunião, bem como sobre o que será discutido nela. Reuniões de última hora devem ser evitadas.
  2. Convoque certo – É importante analisar o motivo da reunião, para que se possa convocar as pessoas que realmente forem indispensáveis para tratar sobre o assunto proposto. 
  3. Abra a reunião explicitando os propósitos - Ao iniciar a reunião leia o objetivo e a pauta da mesma, deixando-os visíveis durante toda a reunião.
  4. Permaneça em pé – pois dessa forma evita-se conversas paralelas em função de seu posicionamento, observa-se os participantes e também referencia visualmente o objetivo escrito, quando o foco é perdido.
  5. Utilize um relógio no centro da mesa – Ter o controle do tempo da reunião é um desafio para os condutores da mesma, assim uma solução a isso seria um relógio grande no centro da mesa para que seja visível a todos e não apenas ao condutor. Assim, todo o grupo será conscientizado e se preocupará com o tempo.
  6. Registre a memória da reunião – Para que a conversa não se perca ou fique prolixa, registrar as principais ideias discutidas na reunião e os próximos passos pode ser uma boa saída.
  7. Avalie o processo – Para ajudar você a aprimorar sua técnica, faça após a reunião uma pesquisa com os participantes sobre a mesma e seu processo de condução. Fonte

Fotos da reunião:

04 março 2013

Primeiro encontro do curso para os professores de quinto ano: leitura e estratégias de leitura

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A aprendizagem da leitura é apenas a tentativa de dar sentido ao que se lê, e o esforço para ensinar a ler, portanto, é apenas o de tornar aquela tarefa interessante e compreensível.
Smith, 1999
Esse curso faz parte de uma pesquisa maior que visa estudar a contribuição que pode oferecer a literatura infantil e juvenil para a efetiva formação do leitor. "Optamos por fazer um recorte da primeira fase da pesquisa que coletou dados quantitativos por meio de uma pesquisa etnográfica. Trabalhamos com 901 docentes e 110 bibliotecários das cidades de Assis, Presidente Prudente e Marília, do Estado de São Paulo–Brasil, com o objetivo de verificar entre outros aspectos qual o perfil cultural deste professor: o que lê, quais livros compra, quais filmes assiste, como assiste e, consequentemente, como o acesso e apreciação das diversas manifestações culturais podem interferir na escolha e na circulação de livros de literatura infantil e juvenil em sua prática docente; e dos responsáveis pelas bibliotecas no espaço escolar na constituição das práticas de leitura escolares. São diversos os dados utilizados para análise, mas destacam–se os contrastes havidos entre os discursos de professores, alunos e responsáveis por bibliotecas e suas práticas cotidianas em sala de aula. A ênfase está na avaliação das práticas de leitura e da circulação da literatura na escola. (...) Os resultados revelam que a questão da avaliação da leitura e das práticas didáticas são ainda recorrentes. Especificamente quanto à leitura, um dos problemas mais sérios é não compreender que não há um sentido único, uma interpretação “correta”, uma direção “certa”, a ser atingida quando se lê uma obra. Neste sentido, a pesquisa aponta para mudanças: a necessidade de que haja uma intenção clara de auxiliar os estudantes no processo de mediação de leitura também no espaço da biblioteca escolar". Fonte
Participam desta pesquisa denominada: "A Literatura na escola: espaços e contextos - a realidade brasileira e portuguesa": Ana Maria da Costa Santos Menin, Renata Junqueira de Souza, Dagoberto Buim Arena e Cynthia Graziela S. Girotto.
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Cabe destacar a distinção entre ledor e leitor, como bem assinala Perrotti (1999). Entre um e outro vai uma grande distância. O ledor prefigura aquele ser passivo, imobilizado, que pouco ou nada acrescenta ao ato de ler. O texto para o ledor não tem aberturas, porque ele decifra mecanicamente os seus sinais. Não há mistério, nem criação. A leitura é definitiva. O leitor, no entanto, é móvel e tem um olhar indefinido, errante e criativo sobre o texto, que se permite ler em suas linhas e entrelinhas, desvelando seus sinais visuais e invisíveis. Isto só ocorre quando se dá o pacto entre texto e leitor, que o ledor não se arrisca a fazer. 
A leitura remete ao texto e à sua rede de significações. O texto remete a ideias, valores, crenças, ideologias, sentimento, emoções e afetos. A primeira é um ato de vida, de relações com o mundo, com o outro e consigo mesmo. Daí a atualidade do grande educador Paulo Freire (2000, p. 11), com sua frase emblemática: a leitura do mundo precede a leitura da palavra. Fonte

Fotos do encontro:

03 março 2013

Projeto Memória - Carlos Drummond de Andrade

Projeto Memória
O Projeto Memória é uma tecnologia social de educação que pretende difundir a obra de personalidades que contribuíram significativamente para a transformação social, a formação da identidade cultural brasileira e o desenvolvimento do país. O objetivo da tecnologia social em educação é alcançar professores, alunos da rede pública de ensino, historiadores e formadores de opinião. 

São desenvolvidos produtos educativos como a exposição itinerante que circula por centenas municípios brasileiros, o vídeo-documentário e o livro foto-biográfico que são dirigidos para bibliotecas públicas do País, além de um kit pedagógico, contendo almanaque histórico e guia do professor, destinado a 18 mil escolas públicas. 

Em edições anteriores já foram homenageados o poeta Castro Alves (1997), o escritor Monteiro Lobato (1998), o jurista Rui Barbosa (1999), o navegante Pedro Alvares Cabral (2000), o ex-presidente Juscelino Kubitschek (2002), o sanitarista Oswaldo Cruz (2003), o sociólogo Josué de Castro (2004) , o educador Paulo Freire (2005) , a feminista Nísia Floresta (2006), o líder da Revolta da Chibata João Cândido (2008) e o Marechal Rondon (2009). Fonte
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“Sinto-me um pouco sem assunto todas as vezes que alguém me pede para contar minha vida. Por dois motivos: primeiro, porque minha vida é realmente pobre de acontecimentos, do ponto de vista da história de quadrinhos, da biografia política ou pitoresca; segundo, porque o que há nela de assunto já está contado tão claramente em meus livros, que não sobra nada para a conversa. Se sobrasse, não deixaria de aproveitá-lo para mais alguns versinhos... Minha poesia é autobiográfica. Até nem sei como costuma fazer tanto barulho em certos círculos. Podem não gostar dela por ser má, porém incompreensível, é exagero. É uma confissão, talvez a primeira forma de uma obra literária, obra ainda em bruto, insuficientemente transformada em criação artística. Assim sendo, quem se interessar pelos miúdos acontecimentos da vida do autor, basta passar os olhos por esses nove volumes que, sob pequenos disfarces, dão a sua ficha civil, intelectual, sentimental, moral e até comercial... [...]”
Entrevista concedida ao Jornal de letras em março de 1955.

O conhecimento da biografia do escritor, registrada não apenas em sua obra, ajuda a desvendar um pouco mais a história desse homem, que assumiu diferentes disfarces. A infância, a mocidade e a vida adulta foram vividas em diversos âmbitos: Drummond foi homem de família, esteve cercado por amigos, foi funcionário da burocracia brasileira, escreveu em jornais e revistas, publicou diversos livros (muitos mais do que os nove mencionados na entrevista de 1955), foi desenhista amador, participou de programas de rádio, frequentou o cinema e esteve em alguns filmes, tornou-se monumento após sua morte. Fonte
"A amizade é um meio de nos isolarmos da humanidade cultivando algumas pessoas".
Drummond, O avesso das coisas

Projeto "Ópera na Escola"

"O Ministério da cultura, Cielo e Transbrasiliana apresentam: "Ópera na escola"


Música: entenda porque a disciplina se tornou obrigatória na escola
Conheça a lei que determina a obrigatoriedade do ensino de música em todas as escolas do país a partir de 2012.
Texto: Cynthia Costa, Juliana Bernardino e Mariana Queen
Todas as escolas públicas e privadas do Brasil devem incluir o ensino de música em suas grades curriculares. A exigência surgiu com a lei nº 11.769, sancionada em 18 de agosto de 2008, que determina que a música deve ser conteúdo obrigatório em toda a Educação Básica. 
"O objetivo não é formar músicos, mas desenvolver a criatividade, a sensibilidade e a integração dos alunos", diz a professora Clélia Craveiro, conselheira da Câmara de Educação Básica do CNE (Conselho Nacional de Educação). 
Nas escolas, a música não deve ser necessariamente uma disciplina exclusiva. Ela pode integrar o ensino de arte, por exemplo, como explica Clélia Craveiro: 
"Antigamente, música era uma disciplina. Hoje não. Ela é apenas uma das linguagens da disciplina chamada artes, que pode englobar ainda artes plásticas e cênicas. A ideia é trabalhar com uma equipe multidisciplinar e, nela, ter entre os profissionais o professor de música. Cada escola tem autonomia para decidir como incluir esse conteúdo de acordo com seu projeto político-pedagógico". 
Apesar de ser uma boa iniciativa, o trabalho com equipes multidisciplinares para o ensino de música não tem acontecido de forma satisfatória nas instituições de ensino. 
"De qualquer maneira, trabalhar de forma interdisciplinar ou multidisciplinar em escolas de educação básica é uma tarefa complicada", afirma Clélia.
1. Todas as séries da Educação Básica terão o ensino de música?
A lei nº 11.769 tornou o ensino de música obrigatório na Educação Básica (que engloba Educação Infantil e o Ensino Fundamental). Mas ela não especifica se todas as séries devem ter a música incluída em sua grade curricular. "Assim como a quantidade de aulas por semana, isso ainda teria de ter sido definido, junto aos sistemas de ensino estaduais e municipais", diz Clélia Craveiro, conselheira da Câmara de Educação Básica do CNE (Conselho Nacional de Educação). (...)
2. Quais os objetivos do ensino da música?
"A música contribui para a formação integral do indivíduo, reverencia os valores culturais, difunde o senso estético, promove a sociabilidade e a expressividade, introduz o sentido de parceria e cooperação, e auxilia o desenvolvimento motor, pois trabalha com a sincronia de movimentos", explica Sonia Regina Albano de Lima, diretora regional da Associação Brasileira de Ensino Musical, (ABEM) e diretora dos cursos de graduação e pós-graduação lato sensu em Música e Educação Musical da FMCG (Faculdade de Música Carlos Gomes). O trabalho com música desenvolve as habilidades físico-cinestésica, espacial, lógico-matemática, verbal e musical. (...)
3. O que deve ser ensinado para as crianças?
A lei não especifica conteúdos, portanto as escolas terão autonomia para decidir o que será trabalhado. "É muito complicado impor um conteúdo programático obrigatório para as aulas de música, quando a LDB (Lei de Diretrizes e Bases) nº 9294/96 privilegia a flexibilidade do ensino", diz Sonia Albano, diretora regional da Associação Brasileira de Ensino Musical (ABEM), para quem o mais importante seria trabalhar a coordenação motora, o senso rítmico e melódico, o pulso interno, a voz, o movimento corporal, a percepção, a notação musical sob bases sensibilizadoras, além de um repertório que atinja os universos erudito, folclórico e popular. (...) Para saber mais: clique aqui
Historia de la Música (Lecciones Ilustradas)

Observatório Nacional de Educação Especial – AEE –UNESP com Prof. Eduardo Manzini

OBSERVATÓRIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO ESPECIAL: ESTUDO EM REDE NACIONAL SOBRE AS SALAS DE RECURSOS MULTIFUNCIONAIS NAS ESCOLAS COMUNS
O termo “OBSERVATÓRIO” tem sido usado para denominar uma rede formada por parceiros colaborativos que se unem com a perspectiva de produzir evidências científicas que embasem a definição de prioridades e estratégias de pesquisa e formação, que permitam fazer o acompanhamento de progressos, identificam as barreiras e promovem os avanços, além de ser potencialmente um veículo poderoso de intercâmbio e formação para todos os envolvidos. Fonte
Abrangência Nacional do ONEESP
O ONEESP é coordenado pela professora Dra. Enicéia Gonçalves Mendes e é composto por 25 pesquisadores provenientes de 16 estados brasileiros, representante de 16 programas de pós-graduação de 22 universidades.
Apesar do crescimento expressivo da produção científica na área de Educação Especial, o conhecimento que vem sendo produzido tem tido pouco ou nenhum impacto na definição dos caminhos que as políticas educacionais para a escolarização de crianças e jovens com necessidades educacionais especiais têm assumido no país. Isso acontece em parte pela falta de articulação entre pesquisadores e seus projetos, resultando em produções reiterativas e que acabam tendo muito pouca visibilidade. Considerando a importância atual da articulação da produção científica em contextos de redes colaborativas de pesquisa, a presente proposta visa a fomentar a criação do Observatório Nacional de Educação Especial (ONEESP), cujo foco será a produção de estudos integrados sobre políticas e práticas direcionadas para a questão da inclusão escolar na realidade brasileira. 
Fotos do encontro:
 No dia 28/02/13 aconteceu no auditório da Secretaria da Educação, o encontro dos professores do AEE com o professor Eduardo Manzini.        
O documento “Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva” (PNEE-EI) do MEC (BRASIL, 2008) recomenda a implementação de políticas públicas para que alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação tenham garantido o acesso, a participação e o aprendizado nas escolas comuns. Esse documento, além de definir os estudantes elegíveis para a Educação Especial, também reforça os princípios e fundamentos das escolas inclusivas.
O Decreto Nº 6.571/08 (BRASIL, 2008) dispõe sobre o atendimento educacional especializado (AEE) definindo este sistema de apoio à escolarização de alunos com NEEs como sendo: 
"o conjunto de atividades, recursos de acessibilidade e pedagógicos organizados institucionalmente, prestado de forma complementar ou suplementar à formação dos alunos no ensino regular (Brasil/SEESP,2008,§ 1)".
O Art. 3º o deste decreto especifica que o MEC prestará apoio técnico e financeiro às seguintes ações voltadas à oferta do atendimento educacional especializado, entre outras que atendam aos objetivos previstos neste Decreto:
I- Implantação de salas de recursos multifuncionais (grifo nosso);
II- Formação continuada de professores para o atendimento educacional especializado;
III- Formação de gestores, educadores e demais profissionais da escola para a educação inclusiva;
IV- Adequação arquitetônica de prédios escolares para acessibilidade;
V- Elaboração, produção e distribuição de recursos educacionais para a acessibilidade; e
VI- Estruturação de núcleos de acessibilidade nas instituições federais de educação superior.
Ao definir a função do AEE o documento da PNEE-EI estabelece como sendo de: 
“[...] identificar, elaborar e organizar recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando suas necessidades específicas” (BRASIL, 2007, p.10). Fonte

02 março 2013

O papel do gestor na inclusão

A nova concepção educacional fundamenta a inclusão como um processo de mão dupla: todos aprendem pela interação, independentemente de ter ou não alguma deficiência. Ao matricular os alunos de inclusão com colegas de idades próximas, a diretora Luci, da EM João Valentim da Rocha, propicia essa troca permanente de informações e experiências:
Objetivos
* Qualificar o debate sobre a educação, introduzindo a noção de aprendizagem como uma capacidade de toda e qualquer criança, independentemente de classe, contexto familiar e outros fatores socioculturais;
* Introduzir a ideia de que investir em educação de retorno para todos, seja economicamente, seja em qualidade de vida;
* Deixar claro que aprender faz parte do ser humano; que TODA criança é capaz de aprender, sem excluir as crianças especiais, que aprendem do seu jeito. Fonte
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Nesta entrevista, Daniela Alonso, psicopedagoga, especialista em inclusão e selecionadora do Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10, fala sobre o papel do gestor na inclusão de alunos com deficiência em turmas regulares.