04 março 2013

Primeiro encontro do curso para os professores de quinto ano: leitura e estratégias de leitura

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A aprendizagem da leitura é apenas a tentativa de dar sentido ao que se lê, e o esforço para ensinar a ler, portanto, é apenas o de tornar aquela tarefa interessante e compreensível.
Smith, 1999
Esse curso faz parte de uma pesquisa maior que visa estudar a contribuição que pode oferecer a literatura infantil e juvenil para a efetiva formação do leitor. "Optamos por fazer um recorte da primeira fase da pesquisa que coletou dados quantitativos por meio de uma pesquisa etnográfica. Trabalhamos com 901 docentes e 110 bibliotecários das cidades de Assis, Presidente Prudente e Marília, do Estado de São Paulo–Brasil, com o objetivo de verificar entre outros aspectos qual o perfil cultural deste professor: o que lê, quais livros compra, quais filmes assiste, como assiste e, consequentemente, como o acesso e apreciação das diversas manifestações culturais podem interferir na escolha e na circulação de livros de literatura infantil e juvenil em sua prática docente; e dos responsáveis pelas bibliotecas no espaço escolar na constituição das práticas de leitura escolares. São diversos os dados utilizados para análise, mas destacam–se os contrastes havidos entre os discursos de professores, alunos e responsáveis por bibliotecas e suas práticas cotidianas em sala de aula. A ênfase está na avaliação das práticas de leitura e da circulação da literatura na escola. (...) Os resultados revelam que a questão da avaliação da leitura e das práticas didáticas são ainda recorrentes. Especificamente quanto à leitura, um dos problemas mais sérios é não compreender que não há um sentido único, uma interpretação “correta”, uma direção “certa”, a ser atingida quando se lê uma obra. Neste sentido, a pesquisa aponta para mudanças: a necessidade de que haja uma intenção clara de auxiliar os estudantes no processo de mediação de leitura também no espaço da biblioteca escolar". Fonte
Participam desta pesquisa denominada: "Literatura na escola: espaços e contextos - a realidade brasileira e portuguesa": Ana Maria da Costa Santos Menin, Renata Junqueira de Souza, Dagoberto Buim Arena e Cynthia Graziela S. Girotto.
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Cabe destacar a distinção entre ledor e leitor, como bem assinala Perrotti (1999). Entre um e outro vai uma grande distância. O ledor prefigura aquele ser passivo, imobilizado, que pouco ou nada acrescenta ao ato de ler. O texto para o ledor não tem aberturas, porque ele decifra mecanicamente os seus sinais. Não há mistério, nem criação. A leitura é definitiva. O leitor, no entanto, é móvel e tem um olhar indefinido, errante e criativo sobre o texto, que se permite ler em suas linhas e entrelinhas, desvelando seus sinais visuais e invisíveis. Isto só ocorre quando se dá o pacto entre texto e leitor, que o ledor não se arrisca a fazer. 
A leitura remete ao texto e à sua rede de significações. O texto remete a ideias, valores, crenças, ideologias, sentimento, emoções e afetos. A primeira é um ato de vida, de relações com o mundo, com o outro e consigo mesmo. Daí a atualidade do grande educador Paulo Freire (2000, p. 11), com sua frase emblemática: a leitura do mundo precede a leitura da palavra. Fonte

Fotos do encontro:

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