11 março 2013

Encontro dos professores de quinto ano: reflexão sobre o ensino da leitura e a formação do leitor

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O desafio de garantir um lugar para a leitura literária na escola precisa ser enfrentado com políticas públicas. Já há um entendimento de que a sociedade atual concebe a biblioteca escolar como espaço “para o desenvolvimento da leitura e da pesquisa [...] professores, alunos e bibliotecário poderão juntos buscar o conhecimento e discutir passo a passo os obstáculos para se chegar a ele” (MAROTO, 2009, p. 75).
Não é verdade que para uma escola funcionar basta professor, aluno e sala de aula. A contemporaneidade pede que igual atenção seja dispensada à biblioteca escolar, aos laboratórios de ciências, de inclusão digital, oficinas de artes, equipamentos para a prática do esporte, entre outros, todos montados com os recursos – físicos, humanos e materiais – necessários para se completarem com as atividades de sala de aula, tendo em vista a educação integral das crianças e adolescentes.
(...) o compromisso com a promoção da leitura se materializa pela via da formação de educadores mediadores de leitura, tendo em vista o potencial multiplicador desses profissionais junto às suas escolas e à formação do (a) leitor (a). As atividades de formação partem do princípio que todo ser humano é um pouco aprendente e um pouco ensinante, portanto, nas relações pedagógicas implementadas, são considerados os estudos de teóricos interacionistas, como o psicólogo russo Lev Vygotsky (1896-1934), o educador francês Célestin Freinet (1896-1966) e o brasileiro Paulo Freire (1921-1997), que defendem o conhecimento como resultado de uma ação mediada por sujeitos mais experientes, que dialogam e interagem com aqueles (as) que ainda aprendem sobre um determinado objeto.
O trabalho de formação dos (as) educadores (as) mediadores (as) de leitura tem exigido, em todas as circunstâncias, que os formadores assumam o compromisso de provocar para que esses (as) educadores (as) sintam-se parte do processo, partilhando os seus saberes, as suas culturas e as experiências pedagógicas vivenciadas nas escolas, num contexto de respaldo para a verticalização de conhecimentos e ampliação do universo cultural, considerando valores da escola democrática e cidadã, como: a autonomia, autoria de pensamento, cooperação, participação, corresponsabilização, construção, investigação (SANTA ROSA, 2008). 
INSTITUTO DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO (IDE)
 Coordenação: Cláudia Santa Rosa
Textos utilizados:



Fotos do encontro:

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