16 setembro 2013

Sexto encontro do Pacto Pela Alfabetização na Idade Certa

Pauta:
Arquivo utilizado:
Palestra Professora Doutora Fabiana Rodrigues Cruvinel

Uma história real sobre o autismo
Aos dois anos de idade, Carly Fleischmann foi diagnosticada com autismo severo e uma condição motora oral que a impedia de falar. Os médicos previram que ela nunca iria desenvolver intelectualmente além das habilidades de uma criança pequena. Embora ela tenha feito algum progresso depois de anos de terapia comportamental e comunicação intensiva, Carly permaneceu praticamente inacessível. Então, em dez anos de idade, ela teve um grande avanço. Ao trabalhar com seus terapeutas dedicados Howie e Barb, Carly estendeu a mão para seu laptop e digitou "dentes ajuda a ferir", para espanto de todos. Este foi o início da jornada de Carly em direção à auto-realização.
Esta pode ser uma chance do leitor conhecer e ler uma história real e inspiradora, ver vídeos legais e visitar o blog da Carly.
Carly Fleischmann é uma jovem autista de 14 anos completamente não verbal que começou a digitar espontaneamente em seu computador quando não se sentia bem as palavras “dor” e “me ajude”. Ninguém a ensinou como usar o teclado e Carly sempre foi considerada uma autista com moderada deficiência mental.
Hoje em dia ela usa o computador para se comunicar com seus amigos e familiares. Ela também mantém um blog sobre sua vida e suas experiências e está começando a escrever um livro. Sua história é verdadeiramente inspiradora.
Estamos muito felizes por esta iniciativa, pois muitas pessoas precisam perceber que existem potencialidades escondidas atrás do autismo e que o fato de não haver fala não implica em falta de consciência e inabilidades comunicativas.
A comunicação vai além da fala e Carly pode provar isso. Em uma de suas postagens no blog, Carly diz:
“Eu acho que as pessoas pegam informações demais com pessoas que se acham experts, mas se um cavalo está doente, você não pergunta a um peixe o que está havendo com o cavalo. Você vai direto ao cavalo. Por que não perguntam diretamente para nós como nos sentimos, o que gostamos e porque agimos de forma diferente?”
Para visitar o blog (que infelizmente está em inglês), entre em http://carlysvoice.com/
Notícia enviada por ALAN B. GOLDBERG e LAUREN PUTRINO para ABC NEWS
Publicada em 06 de agosto de 2009

NOTA DO SITE CEDAP BRASIL: sempre acreditamos que pessoas com autismo são contribuintes em potencial para o entendimento da síndrome. Quando conseguimos entender os comportamentos por meio das experiências de vida, conseguimos entender as razões e correr na busca da ajuda.
"Aproximamo-nos da IGUALDADE à medida que RECONHECEMOS AS DIFERENÇAS e fazemos dessas UM MEIO DE TRANSFORMAÇÃO e NÃO UM FIM." Batista, Bosa e Cols.

TODA CRIANÇA É ESPECIAL
O filme conta a história de um menino e 9 anos chamado Ishaan Awasthi, ele sofre de dislexia, estuda em uma escola normal e repetiu uma vez o terceiro período e está correndo o risco de isso acontecer de novo. O menino diz que as letras dançam em sua frente e não consegue acompanhar as aulas e nem prestar atenção. Seu pai acredita que ele é indisciplinado e o trata com rudez e falta de sensibilidade. 
Quando o pai é chamado na escola para conversar com a diretora, o mesmo decide levar o filho a um internato. O menino fica com menos vontade de aprender e de ser uma criança, ele acaba ficando deprimido, sente a falta da mãe, do irmão mais velho e da vida. A filosofia do internato é "Disciplinar Cavalos Selvagens". De repente aparece um professor substituto de artes, este não era um professor tradicional, não seguia rigorosamente as normas da escola, tem uma metodologia própria. 
Quando o professor conhece Ishaan, percebe que o menino sofre de dislexia e decide ajudá-lo. Este não era um problema desconhecido pelo educador que decide tirar o garoto do abismo no qual se encontrava . Ele ensinou Ishaan a ler e escrever, a partir desse momento o menino vai superando a opressão da família e suas próprias limitações, passa a ver a dentro da escola, um novo significado. O filme mostra a importância do professor e seu poder de transformação nos alunos. É necessário que o educador tenha sua própria metodologia de ensino, de forma a estimular a compreensão dos alunos, tornando a sala de aula, um lugar agradável e estimulante. 
Na escola onde Ishaan estudava, os professores só corrigiam os erros gramaticais dele e não percebiam que ele era uma criança especial, que precisava ser compreendida, e junto com seu professor pudesse ampliar seus conhecimentos, desenvolvendo a habilidade de leitura e escrita. No filme "Como Estrelas Na Terra" o professor substituto usa uma metodologia de ensino inovadora, onde existe a motivação, usa o conhecimento de mundo dos alunos, buscando aprofundar e ampliá-los. O educador consegue mobilizar a escola a respeito da diversidade que existe na sala de aula, mostrando que é possível fazer com que o aluno desenvolva sua capacidade de aprendizagem a partir da compreensão e do incentivo do educador. 
O filme mostra uma lição de vida. Um garoto que foi tratado com respeito por um professor, que soube valorizar e entender as diferenças, usa como forma de expressão a arte, incentivando-o e mostrando-o que seu problema pode ser superado e que sua deficiência não o tornava diferente dos outros. A dislexia é uma doença que está longe de ser solucionada, e o que salvou o garoto não foi a descoberta da doença, mas sim, os novos métodos utilizados pelo educador, fazendo com que o menino aprendesse a lidar com sua diferença. Este filme retrata a realidade na qual vivemos, os alunos com diversas deficiências são colocados em escolas normais e infelizmente as escolas regulares e os professores não estão preparados para essa mudança. 
Torna-se necessário que os futuros educadores saibam lidar com esses problemas no contexto escolar, para poder encontrar meios e soluções para trabalhar com essa e as demais deficiências. Fonte
Fotos:

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